O mito do paraíso perdido. O pecado original. A implacável punição por uma divindade onipotente e a resignação diante de uma vida agora reduzida à sobrevivência. Os córregos emparedados, a terra asfaltada, a paisagem cinza e o ar envenenado. Um falso e controlado ambiente de proteção construído entre e sobre você e a Natureza.
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Fizeram-nos pecadores eternamente em busca da redenção, antes de retornarmos ao pó; ao suposto fim absoluto. A Natureza seria uma realidade da qual fomos expulsos, e assim aceitamos. Desta separatividade imposta e aceita, teve nascedouro o desequilíbrio do espírito, sufocado em meio a todo tipo de ilusões e estímulos artificiais.
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Adoecidos, buscamos a salvação em qualquer coisa que esteja do lado de fora. Medicamentos, psiquiatras, vícios, religiões… A resposta e a cura são sempre externas. Somos meros pedintes. Os pecadores banidos da própria Natureza. Esticamos as mãos e clamamos por misericórdia, sempre à espera de que algo venha em nosso socorro.
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Mas você não foi expulso do Paraíso. Não é um fugitivo limitado. O Paraíso habita o seu jardim interno e se revela além das fronteiras de concreto que você se acostumou a chamar de casa. Nós pertencemos à Natureza. Nunca foi diferente. Retorne às suas origens, aos domínios do invisível e recupere dentro de si tudo o que lhe foi tirado.
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Vivencie e seja o Divino. Abandone o torpor das ilusões, resgate a Unicidade perdida e se converta no curandeiro de si mesmo. Estamos todos finalmente voltando para o nosso verdadeiro lar, para o paraíso eterno da Nova Era.
Aho!